Conectividade – uma revolução plantada!

HUD CONNECTIVITY

A conectividade não somente faz parte, mas é também responsável por como compreendemos a sociedade contemporânea e como se dá cultura atual. O seu principal aspecto positivo é a facilidade de acesso à múltiplas plataformas tecnológicas, simplificando a obtenção de informações. Entretanto, essa inovação encontra entraves para penetrar em mercados mais tradicionais, como a agricultura. Num mundo globalizado e cada vez mais competitivo, ter a última tecnologia de ponta é o que faz com que uma empresa aumente a sua produtividade e se torne um destaque no cenário mundial.

Um dos trabalhos mais antigos da humanidade, o plantio e cultivo da terra são as práticas que mais sofreram revolução ao longo da história. No campo, as trocas de enxadas por maquinas grandes e autônomas aumentou a produtividade, e fora dele, o crescimento populacional, construção de ferrovias e novas estradas, demandaram a aceleração dos processos e distribuição das matérias primas. Hoje não é diferente. A implantação de tecnologias de agricultura de precisão, telemetria, e de aplicações de Internet das Coisas (IoT) corroboram para a tomada de decisões de negócios, impulsionando também toda a gestão do campo. 

no-one-cares

Segundo a chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Maria Fonseca Silveira Massruhá, a conectividade já é indispensável para a vida no campo. “Estima-se que 95% do aumento da produção mundial de alimentos daqui em diante terá que vir de ganhos de produtividade, e tecnologias que auxiliem o agricultor a fazer mais com menos, de modo mais eficiente, rápido e com menos custos serão cada vez mais necessárias”, explica Silvia[1]. Será cada vez mais comum um agricultor tirar de seu bolso um smartphone ou tablet para acessar as previsões meteorológicas mais recentes e se informar sobre os focos de calor na plantação enquanto estiver no campo, tomando decisões em tempo real sobre a colheita de uma determinada cultura.

No entanto, um problema persiste: a conexão dos processo produtivos requere o acesso à internet, algo ainda distante da maioria das lavouras do mundo

O uso de IoT para a agricultura de precisão se estende a uma série de necessidades, incluindo a manutenção de qualidade das lavouras e da pecuária. Dados de sensores, imagens de satélites e drones também medem uma variedade de fatores que afetam o sucesso da produção, desde o pH do solo e irrigação até fertilizantes e pesticidas. Os dados meteorológicos e os dados de rendimento histórico podem ser aproveitados para automatizar os processos, como a irrigação automática de água nas plantações.

No entanto, um problema persiste: a conexão dos processo produtivos requere o acesso à internet, algo ainda distante da maioria das lavouras do mundo – com excessão dos Estados Unidos e outras nações mais desenvolvidas[2]. O primeiro grande entrave se trata da infraestrutura. Como as soluções tecnológicas são novas, geram ainda reticências em sua adoção, consequentemente atrasando o desenvolvimento e implantação das melhorias. Além disso, muitas coberturas telefônicas tem falhas até mesmo em centros urbanos – áreas que são mais densas do que o campo e, portanto, prioritárias para as operadoras telefônicas.

Foto Balão ALTAVE serviço de Detecção de Incendios e Conectividade2

Balão cativo da ALTAVE

Realização do serviço de telemetria de máquinas e detecção de incêndios para uma plantação de eucaliptos.

Tecnologias têm sido criadas para tapar o buraco da conexão 3G. Torres com antenas de telefonia já vem sendo implantadas dentro de algumas propriedades rurais. Porém, sua falta de mobilidade, baixo alcance e alto custo de manutenção ao sofrer danos com chuvas e tempestade inviabilizam sua maior difusão. Uma nova promessa para a distribuição de rede são os balões cativos, torres flexíveis, reposicionáveis tanto em altura quanto na localização, sendo deslocado por meio de picapes.

A tecnologia continuamente passa por melhorias e otimização, o futuro de balões para a agricultura se revela não apenas promissor, mas um verdadeiro paradigma na forma em como desenvolvemos o trabalho relacionado a terra. No futuro, um único balão poderá realizar o monitoramento de uma área equivalente a 50 hectares. Com sua autonomia de voo assegurada pelo gás hélio, o balão poderia ficar meses no ar, colhendo dados sobre o funcionamento de máquinas, identificar, contar e analisar o crescimento de diferentes culturas, automaticamente aplicar defensivos agrícolas e irrigar plantações, analisar os campos de calor com sensores termais, e ainda, enviar alertas de chuva e baixa humidade por meio de um simples smartphone. 

man-text-messaging-in-meadow

A tecnologia é de pouca utilidade, no entanto, se não for adotada. Elencados como prioritários para o progresso da humanidade, o continuo desenvolvimento e implantação de novas medidas são fundamentais para o futuro do planeta. De acordo com a FAO, Organização de Alimentos e Agricultura da ONU, estima-se que hoje entorno de 2 bilhões da população mundial não tem o suficiente para se alimentar[3] , um dado que pode escalonar nos próximos anos se nada for feito. Apesar de todos os obstáculos aparentes, desde os patamares de produção até as mudanças climáticas, nos relatórios de commodities da FAO, a produção de milho no Estados Unidos, um dos países que mais investe em desenvolvimento tecnológico, aumentou cerca de 43% em 10 anos. Se o crescimento continuar assim, não só seria possível alimentar a população mundial, mas também alimentá-la bem. Assim, soluções inovadoras como a de balões cativos de conectividade acenam como uma promissora forma de se captar e difundir o conhecimento para se ganhar produtividade, aumentar a previsibilidade da colheita e por fim, a segurança alimentar do planeta.

Posted in Português and tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , .

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *